terça-feira, 6 de agosto de 2013

Jojo no Kimyou na Bouken (Super Famicom)


Esse daqui é um joguinho bem obscuro e peculiar, baseado na terceira saga de Jojo's Bizarre Adventure: a Stardust Crusaders. Recentemente traduzido pro fãs do japonês pro inglês. Eu, como um fã de Jojo's Bizarre Adventure, tive que jogar isso. É diferente dos outros jogos da série, que sempre eram de luta. Eu sempre achei injusto pela parte três ter muito mais mídia que as outras, mas eu consigo entender por que as pessoas a consideram a melhor saga, sendo ela a com os melhores personagens e eventos.

Acho melhor eu escrever sobre o enredo, então vai lá: Um dia, Kujo Jotaro, neto nipo-americano-ítalo-inglês de Joseph Joestar, descobre que tem um 'espírito maligno' que o segue e o protege, assim ele faz ele mesmo ser preso por achar que ele está possuído pelo tal espírito maligno, a mãe dele, Holy, diz a Joseph que Jotaro está preso por pura vontade, pois a polícia diz que ele pode sair, mas insiste em ficar. Joseph então vai ao Japão com seu amigo, Mohammed Avdol, e eles dois vão ver Jotaro na prisão. Aí o jogo conta o resto, mas  excluindo algumas partes e alguns personagens.

O joguinho é um JRPG normal, com lutas por turno, stats, níveis de personagem, lutas do nada, itens, itens equipáveis, e essas coisas. Uma das coisas que difere dos outros JRPGs que eu já vi ou joguei é que a jogabilidade fora das batalhas é estilo sidescroller, e única porção que se pode ver o cenário é esse meio da tela na imagem, é bem claustrofóbico de começo, mas depois tu se acostuma. Como se pode ver, na party tem os personagens da saga: Jotaro, Joseph, Avdol, Kakyoin, Polnareff e Iggy, que entram na party sepradamente após certos eventos no jogo. O tradutor alega que o jogo trava do nada se tu for no menu de stats, e que isso acontece no jogo mesmo, não é culpa dele.

Silver Chariot, stand do Polnareff.

As lutas também são um pouco diferentes, tem essa opções acima, 'Attack' é pro personagem atacar com o seu stand (o 'espírito maligno'), 'Talk' parece inútil à primeira vista, mas essa opção faz o personagem soltar uma frase de efeito que atinge o MP do inimigo escolhido, quanto menos MP o personagem tem, menos as frases de efeito tem efeito, e, quando o MP de um personagem ou inimigo chega em 0, o personagem não pode mais lutar, a mesma coisa com HP, como esperado. 'Item' é óbvio - é pra usar um item na batalha. E 'Check' é pro personagem parar e avaliar a situação, e então, o personagem eventualmente tem uma ideia que favoreça a tal. Alguns inimigos só podem ser derrotados com o 'Check" mesmo.

fodo gozo

É realmente legal de se jogar, mesmo tendo alguns defeitos. Ter um RPG com os personagens da Stardust Crusaders foi realmente uma boa ideia. A música é bem humilde, mas que dá uma atmosfera legal ao joguinho. Os cenários não são bem detalhados, mas os personagens são.

Recomendo se tu gostar da série ou se gostar de JRPGs.
Fiquem na escola.
Agradeço ao grupo Aeon Genesis, por traduzir este joguinho-game.

domingo, 4 de agosto de 2013

Castlevania: Harmony of Dissonance (Akumajou Dracula: Concerto of the Midnight Sun)


Vamos falar desse ótimo jogo de GBA, e o que o nosso amigo Zsenrude não gosta, irá ser um post um pouco longo, mas vamos ao jogo. Foi o segundo Castlevania lançado para o console, sucedendo Castlevania: Circle of the Moon. O jogo tem como personagem principal o caçador de vampiros Juste Belmont, que por sua vez foi o herdeiro escolhido para carregar a poderosa Vampire Killer.

 O jogo começa após o desaparecimento de Maxim (melhor amigo de Juste) que ficou indignado por não ter sido o herdeiro da Vampire Killer, e já se fazia dois anos após o incidente. Então Maxim reaparece muito machucado e dizendo a Juste que Lydie (amiga de infância de ambos) foi raptada, e disse a Juste que precisa de sua ajuda para achá-la. Mas Maxim tem vagas memória de onde era o local, e quando chegam ao suposto local, se dão com um castelo que não havia ali antes, o famoso Castelo da Transilvânia. E assim começa a aventura de Juste em busca de sua amiga Lydie.

 O castelo é bastante grande, e são 200% de pura aventura e história para ser descoberta, então não pense que vai ser um jogo curto e fácil, os monstros podem ti surpreender de um cenário a outro, fique esperto e fique cada vez mais forte sempre que puder.


Juste é o neto de Simon Belmont e descendente da feiticeira Sypha Belnades, uma das protagonistas de Castlevania III: Dracula's Curse. O jogo se passa 50 anos depois de Castlevania II: Simon's Quest. Simon derrota Drácula, mas suas relíquias continuaram a existir e Maxim possui essas relíquias, e ele (Maxim) acaba sendo amaldiçoado com o espírito de Drácula em seu corpo também, agora agindo mentes diferentes e que pode acabar se tornando algo muito perigoso, já que ora sim ora não as mentes "trocam". Em vários momentos da aventura de Juste ele vê seu amigo falando estranhamente, devido ao fato de Maxim estar possuído pelo espírito de Drácula.

 Agora voltando um pouco ao assunto de rivalidade entre CotM (Castlevania: Circle of the Moon) e HoD (Castlevania: Harmony of Dissonance), sendo que eu prefiro HoD e Zsenrude CotM. Eu irei defender agora HoD por gostar muito desse jogo, e também falar bem de Cotm, apesar de eu não gostar. HoD teve algumas mudanças em relação ao seu antecessor (CotM), sendo uma delas a parte gráfica dos cenários, sendo muito melhor e mais bonita que a de CotM. Mas controvérsia, para abusar de gráficos muito bons, o jogo teve que sacrificar algo muito bom, o som. O som e a trilha sonora de HoD não é considerada uma das melhores e a qualidade é rebaixada ao nível de jogos de NES. Outro contra de HoD é o sprite de Juste, que ficou terrível, mas os movimentos dele acabam que tornar isso quase não-perceptível. CotM por sua vez teve gráficos bons e sons ótimos, em compensação os cenários eram muito escuros e feios, algo que mudou em HoD. E apesar de cenários mais claros em HoD, o jogo não perdeu seu lado obscuro de Castlevania.


O castelo de HoD tem dois lados, ambos com auras e monstros diferentes. Isso devido ao fato de Maxim estar possuído por Drácula, que fez com que cada mente tivesse o seu lado do Castelo. É válido lembrar que o jogo é bastante parecido com Sotn (Castlevania: Symphony of The Night), pelo sistema de dois castelos iguais mas com aspectos diferentes.

 Outro fator clássico é o estilo Metroidvania, explorar o castelo ao máximo, conseguir todas as relíquias e itens, e também em HoD, pegar os queridos Spellbooks que são 5 ao todo, eles auxiliam no poder da sua Sub-Weapon, fazendo uma grande variedade de magias. Juste também evolui, assim como Alucard em Sotn e também não é só essa característica em comun, em Sotn é possível controlar Richter (na versão americana) e Maria (na versão japonesa, lançada somente para o Sega Saturn), em HoD você também pode jogar com Maxim, ele tem sua características próprias, sendo uma das mais úteis a do pulo triplo.

 O jogo tem 3 finais, sendo dois ruins e falsos, e o outro bom e verdadeiro final, matando Drácula mais uma vez. E está ai, um ótimo título de GBA e ótimo clássico de Castlevania. Enjoy.


sexta-feira, 26 de julho de 2013

R-Type Delta


R-Type Delta é um jogo de Ps1 e foi o quarto lançado da série. O jogo é totalmente 3D mas a visão, assim como nos antigos jogos, continua 2D. Passa-se em A.D 2164, Asia, onde você pode escolher entre 3 naves, R9, sendo a principal nave, RX e R13. Todas sem suas próprias características, tanto no tiro quanto nos power-ups, assim também como tem pequenas naves que auxiliam e muito na sua aventura, dependendo da nave e do power-up que você pegar, você vai ter um tipo de tiro diferente vindo de seu ajudante. Há também uma quarta nave, mas para pegá-la você precisa jogar o R-Type Delta 100 vezes ou zerar no Human (normal) ou Bydo (difícil), ela se chama Power Armor e é a melhor nave do jogo. Apesar de R9 ser a principal nave do jogo, eu amo a R13 pois ela é perfeita, menos pelo fato do Blue Power-Up que pego ser muito ruim, mas os outros dois fazem dela uma nave super forte.

Olha ai a R13 com toda sua beleza e força. Como citei antes, você pode conferir as "navezinhas" que ti auxiliam no canto inferior-esquerdo de quando você vai escolher sua nave. O jogo é bastante entrosante e difícil, o que faz o player jogar cada vez mais. Lembro que quando tinha meu ps1 eu nunca saia do 2nd contact (segunda fase), sempre morria na metade da fase, mas cresci e consegui hehe. O jogo em si é uma guerra "alien" e robótica, os inimigos variam bastante e com um tiro você morre, ou seja, você tem que ser muito, MUITO cauteloso, se não você morre e volta para o checkpoint ou da game over se você já usou os continues (créditos) restantes.

Olha ai o tiro carregado da minha querida R13. Mas voltando ao jogo, os gráficos são de ponta, a jogabilidade é ótima, em que você pode controlar a velocidade da sua máquina, especial (quando a barrinha "Dose" no canto inferior-esquerdo estiver em 100%) e entre tiro normal (que carrega) ou tiro rápido. A barra de tiro carrega duas vezes, a primeira vez e que em pouco tempo carrega é a barrinha azul e nela você dar seu tiro carregado com mais força que um tiro simples e numa área razoável, além do tiro carregado ser bem diferente do tiro comun, e a segunda e última barra é a rosa, ela leva um pouco mais de tempo para carregar, mas vale a pena pois o dano é muito maior e a área também. Na foto acima o tiro foi carregado até o segundo estágio. O score pode ser visto no canto inferior-direito da tela, e ao lado da barra "Beam" (seu tiro) está a sua quantidade de vidas, se acabarem e você morrer, irá aparecer uma tela em que você gasta seu continues para voltar ao jogo. No menu é encontrado a opção War Record, que grava sua posição no ranking, seus status (o que você fez no jogo), a galeria que a cada 30min jogando uma foto nova é adicionada para mudar seu Menu Background, e a notas, que sinceramente não sei pra que servem. E é isso, divirtam-se com esse joguinho de Nave. Enjoy. Fiquem na escola.


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Castlevania: Circle of the Moon (Akumajou Dracula: Circle of the Moon)


O que escrever sobre este joguinho? Prometo que esse vai ser um post longo. Foi o último a ser chamado de Akumajou Dracula. Ele é tão ignorado entre os Metroidvanias, mas eu o acho que é o melhor dos Metroidvanias. Não porquê foi o meu primeiro CV de todos, que eu ganhei junto com meu GBA. Foi um dos jogos de lançamento do GBA. Então acho que todos devemos dar um crédito a isso. Quando eu comparo o CoTM ao resto dos Metroidvanias eu percebo que é o mais polido (apesar de ter uns glitches bem óbvios e que acabam com o jogo, mas só se tu quiser), o mais balanceado, e o mais bonito. Só recentemente eu dei 100% nele, isso se não contar os equipamentos. Isso acho que vai ser uma maratona de comparação aos outros Metroidvanias.


SANTO DEUS, OLHA O TAMANHO DESSE CASTELO.
O castelo não parece ser grande coisa comparado ao do SotN, só que esse é um castelo num jogo de GBA, e a Konami também não fez feio em relação aos detalhes em geral, toda área do castelo é diferente e bonita no seu jeito único. Comparado aos outros CVs de GBA o CoTM foi o que fez mais bonito nos detalhes e na música, esse fato é incontestável mesmo pra quem não gosta dele, ainda considerando o fato de que ele foi o primeiro dos três
Passando disso, vamos para o jogo em si.

O enredo é considerado não-canônico na cronologia do CV, e isso me deixa puto com a Konami. Eles poderiam ter muito bem encaixado na série. O enredo é que em 1830, em um castelo austríaco, Drácula estava a ser ressucitado por adoradores do caos (hehehehe). Então nossos heróis e meio-herói vão lá impedí-lo, Nathan Graves (nosso protagonista e meu caçador de vampiros favorito), Hugh Baldwin, e o seu pai, Morris Baldwin. Logo depois deles chegarem ao castelo, Drácula é ressucitado por Camilla (ou Carmilla, mas isso é culpa da tradução da Konami), uma das adoradoras do caos. Nathan e Hugh então são separados do seu mestre por Drácula, o mesmo planeja em usar a força vital do Morris pra restaurar sua força, só precisam esperar pela lua cheia. Nathan e Hugh se separam pra salvar o seu mestre, Hugh querendo apenas que seu pai o reconheça pelos esforços, já que Morris nomeou Nathan como o sucessor e o deu o Hunter Whip (não é a vampire killer). Hugh clama que só por que os pais de Nathan, que morreram, derrotaram Drácula junto com Morris. Dez anos antes dos eventos desse joguinho, que o pai dele deu o chicote pro Nathan. Mas as razões de Morris vão muito mais profundas do que isso. Não há nenhuma menção dos Belmonts ou de quaisquer outras personalidades de outros CVs.
Tu passa a maior parte do jogo sem se encontrar com ninguém, só com Hugh às vezes, ficando cada vez mais enraivecido pois Nathan ainda continua tentando "tomar sua glória".

O estilo desse joguinho consegue se diferenciar dos outros MVs, sem se transformar em criaturas, sem mágicas baratas e fortes ao mesmo tempo. Aqui se usam cartas pra fazer as mágicas e gastar o MP, cartas que tu encontra matando inimigos.

As cartinhas.

O quão mais forte a mágica que provém da combinação de cartas, mais MP ela gasta. Pode-se transformar o chicote em espadas, um martelo, um chicote flamejante, um chicote congelado, um chicote de pedra, um chicote que solta veneno e ataca em diagonal, um chicote sadomasoquista que solta choque, e por aí vai. Pode-se até socar e chutar o inimigo usando uma certa combinação.
O jogo joga muito bem fluído, coloca muito bem fluído nisso. A mobilidade do jogador é insana, dá um novo significado ao "correr, chicotear, pular, rastejar". Eu digo que é o MV mais próximo dos CVs clássicos que tem, isso se dá ao chicote, as únicas subweapons são as mesmas subweapons clássicas dos Belmonts (adaga, machado, crucifixo, relógio e água benta) e, definitivamente, à dificuldade e os desafios.

É hora de falar sobre umas das coisas que eu mais guardo desse joguinho: a música.
A música do CoTM é também única, chega aos limites do chip de som do GBA. E é composta na sua maioria por músicas originadas em outros CVs, incluindo algumas que nunca foram rearranjadas em nenhum outro jogo da série. Cada peça dá um detalhe único à área em que ela toca. Dá prazer em explorar o castelo sem nenhuma razão. "Mechanical Trick Mansion", "Aquarius",  e "Big Battle", fazem reaparições muito bem colocadas. As peças originais também são ótimas, e também muito bem executadas e colocadas.

Os inimigos aqui são diferentes também, mas os monstros icônicos de todos os outros CVs são em sua maioria: esqueletos, medusa heads, morcegos, e até...

A própria Morte, em trevas e osso.
Os inimigos aqui são os mais fortes que eu já vi em todos os CVs, tem até uma área do castelo, a Battle Arena, que são 17 salas, todas sem música, e que não se pode usar nemhum tipo de magia, só é tu, o chicote e as subweapons. O prêmio disso tudo é uma "Shinning Armor", não sei se o erro de ortografia foi proposital, mas tudo bem, é a melhor armadura no jogo todo.

CoTM também tem a luta com o Drácula mais difícil de todos os MVs, quiçá de todos os CVs.
Quando derrotá-lo, será presenteado com a clássica cena do castelo despencando.
E é isso pelo joguinho, está na minha lista pessoal de melhores joguinhos de todos os tempos. E é um daqueles jogos que eu tenho que jogar pelo menos uma vez ao ano.
Eu o recomendo se tu gostar de uma ação-rápida-de-chibatear, ou goste de um bom sidescroller.
Fiquem na escola.